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Sugestões.01
Abril 26, 2007
Aldeias Globais
Abril 5, 2007No mundo de hoje todas as empresas já foram afectadas, directamente ou indirectamente, pela globalização. A cada dia que passa, a “aldeia global” torna-se mais pequena. Essa realidade é desagradável para quem deseja estar isolado, mas nas aldeias, quer se queira ou não, ninguém vive sozinho. Todos influenciam todos.
Para os solitários estar numa aldeia é demasiada exposição, mas para as empresas viver nesse ambiente amplifica de uma forma extraordinária as oportunidades de negócio. Utilizando as ferramentas que as novas tecnologias de informação e comunicação oferecem, o mercado potencial aumenta e as distâncias tornam-se quase irrelevantes.
Portugal em muitas actividades sempre teve um problema de escala. Na aldeia global, o mercado não tem limites. Existem produtos e serviços, e existem clientes nos quatro cantos do mundo, individuais ou empresas, à procura de satisfazer as suas necessidades.
Por outro lado, a dimensão de uma empresa também deixou de ser uma condicionante e procurar parcerias tornou-se uma constante da vida.
São cada vez mais os exemplos que mostram que o mundo está a mudar e que os pequenos também podem ser grandes, com perseverança, criatividade e assegurando uma qualidade de serviço elevada.
Sítios de leilões na Internet mostram que existem nichos de mercado que podem ser preenchidos com produtos específicos e que asseguram a médio prazo rendimentos que permitem gerir um negócio a partir de casa, por exemplo. O produto pode vir do estrangeiro, o marketing é feito a partir de Portugal e a encomenda é enviada para qualquer canto do mundo.
Como em qualquer negócio, um estudo de mercado recomenda-se, mas o investimento para entrar em “jogo” é quase nulo. Todos os “jogadores” e informações estão na internet. Actualmente, uma simples e pequena loja de aldeia pode tornar-se global vendendo através da Internet, inovando nos produtos que oferece aos clientes. Há muita gente na Internet a ganhar a vida a vender sabonetes, bonecas de pano, sacos de lona reciclados ou roupa para criança. A receita é “simples”: Produtos específicos, orientados para nichos de mercado, vendidos à escala global, usando as plataformas de transporte e pagamento existentes no mercado e aceites por todos. É óbvio que a internet não cria excentricos todos os dias. Fazer negócios pela internet exige trabalho, pesquisa e paciência, tal como qualquer forma de negócio. No entanto, abre portas e tem potencialidades que vão muito para além do comércio tradicional. No saber aproveitar, pode estar um verdadeiro ganho.

A revolução está em marcha
Março 15, 2007O recente encerramento de mais fábricas no norte do país vem pôr a nu uma realidade que, estando longe de ser uma novidade, continua a ser discutida com base no passado e não olhando para o futuro.
As empresas são, cada vez mais, apátridas. São criadas e existem, em primeiro lugar, para dar lucro aos seus accionistas ou sócios (veja-se o que se tem passado na PT). Os gestores olham para o lado da despesa (recursos humanos, por exemplo) como custo, e cortam, sempre que possível, todos os custos que considerem desnecessários. Se não o fizerem outros o farão. A cabeça deles está sempre em cheque.
O mundo dos negócios está a alterar-se a uma velocidade nunca observada. A globalização, os mercados ditos emergentes, o avanço tecnológico, os problemas ambientais e energéticos estão a mudar o nosso planeta e a nossa sociedade de forma irreversível. Vivemos uma era fantástica e, ao mesmo tempo, assustadora.
Os grupos económicos movem-se à procura de países com condições de investimento e fiscais favoráveis, com trabalhadores qualificados e de baixa remuneração, com sistemas políticos estáveis (sejam democracias ou ditaduras) e com baixas exigências ambientais ou laborais.Este não é o mundo que sonhámos, mas é o mundo que se vai construindo diariamente.
Os estados europeus começam a quebrar os compromissos sociais de décadas, para dar resposta aos novos problemas (menos emprego, menos jovens e aumento da esperança média de vida). As pessoas revoltam-se, esquecendo-se que são cidadãos por direito e, por isso, são elas que mandam.
O emprego para toda a vida acabou. Aos trabalhadores pede-se flexibilidade, disponibilidade para trabalhar mais por menos e uma permanente actualização individual. A luta por trabalho será uma constante.
Nos próximos tempos, mais trabalhadores em Portugal ficarão sem emprego, em regiões onde encontrar emprego é tarefa difícil. A nossa economia tenta recuperar da inércia ganha ao longo dos anos, correndo, ao mesmo tempo, para apanhar o comboio da globalização.Os mais jovens terão de se preparar para os tempos que se aproximam. Ter um emprego ou uma empresa vai exigir um espírito empreendedor, um investimento contínuo em formação pessoal/profissional, uma rede de contactos, uma permanente leitura do mundo e uma capacidade de antecipar e avaliar tendências e respostas.Nada será como no passado. A revolução vem a caminho e quem não quiser lutar terá uma batalha ainda mais dura pela frente.


