A revolução está em marcha

O recente encerramento de mais fábricas no norte do país vem pôr a nu uma realidade que, estando longe de ser uma novidade, continua a ser discutida com base no passado e não olhando para o futuro.


As empresas são, cada vez mais, apátridas. São criadas e existem, em primeiro lugar, para dar lucro aos seus accionistas ou sócios (veja-se o que se tem passado na PT). Os gestores olham para o lado da despesa (recursos humanos, por exemplo) como custo, e cortam, sempre que possível, todos os custos que considerem desnecessários. Se não o fizerem outros o farão. A cabeça deles está sempre em cheque.


O mundo dos negócios está a alterar-se a uma velocidade nunca observada. A globalização, os mercados ditos emergentes, o avanço tecnológico, os problemas ambientais e energéticos estão a mudar o nosso planeta e a nossa sociedade de forma irreversível. Vivemos uma era fantástica e, ao mesmo tempo, assustadora.

Os grupos económicos movem-se à procura de países com condições de investimento e fiscais favoráveis, com trabalhadores qualificados e de baixa remuneração, com sistemas políticos estáveis (sejam democracias ou ditaduras) e com baixas exigências ambientais ou laborais.Este não é o mundo que sonhámos, mas é o mundo que se vai construindo diariamente.


Os estados europeus começam a quebrar os compromissos sociais de décadas, para dar resposta aos novos problemas (menos emprego, menos jovens e aumento da esperança média de vida). As pessoas revoltam-se, esquecendo-se que são cidadãos por direito e, por isso, são elas que mandam.


O emprego para toda a vida acabou. Aos trabalhadores pede-se flexibilidade, disponibilidade para trabalhar mais por menos e uma permanente actualização individual. A luta por trabalho será uma constante.

Nos próximos tempos, mais trabalhadores em Portugal ficarão sem emprego, em regiões onde encontrar emprego é tarefa difícil. A nossa economia tenta recuperar da inércia ganha ao longo dos anos, correndo, ao mesmo tempo, para apanhar o comboio da globalização.Os mais jovens terão de se preparar para os tempos que se aproximam. Ter um emprego ou uma empresa vai exigir um espírito empreendedor, um investimento contínuo em formação pessoal/profissional, uma rede de contactos, uma permanente leitura do mundo e uma capacidade de antecipar e avaliar tendências e respostas.Nada será como no passado. A revolução vem a caminho e quem não quiser lutar terá uma batalha ainda mais dura pela frente.

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