Arrudense.com – Portal sobre o concelho de Arruda dos Vinhos

Arruda dos Vinhos tem o primeiro portal exclusivamente desenvolvido para promover e divulgar todo o concelho, as suas colectividades, empresas e eventos. O portal também tem disponível um forum e uma área de classificados.

O portal foi desenvolvido pela empresa de Arruda dos Vinhos Tecla Certa e é alojado no serviço de web hosting da Tecla Host.

O portal com o nome de Arrudense.com, está disponível no endereço www.arrudense.com

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C19: Desemprego, um virar de página pessoal

Regularmente são apresentados os valores sobre o desemprego em Portugal. Os últimos números disponibilizados atingem níveis que já não se viam há mais de 20 anos e são o resultado natural da falência de muitas empresas e do lento recuperar da nossa economia.

O desemprego é um problema que afecta muitas pessoas, não só monetariamente, mas também psicologicamente. A situação agrava-se quanto mais velho for o desempregado, pois, além de ser necessária uma maior força de vontade para recomeçar a vida numa outra empresa, muitas vezes não é fácil encontrar um novo emprego, pois os empregadores procuram pessoas mais novas e com formação mais elevada.

Eu sou daqueles que acredita que Portugal está a mudar para melhor, apesar dos tímidos sinais positivos que vão surgindo. Por necessidades profissionais e empresariais, vou lendo as notícias sobre a criação de novas empresas de cariz tecnológico, nas áreas industriais, dos serviços, da informática e da Internet e, por essa razão, estou optimista e acredito que vamos conseguir apanhar a médio prazo o pelotão que vai à nossa frente.

Existem muitas sementes de inovação e de empreendorismo a germinar em todo o país. Como é natural, nem todas as sementes vão gerar árvores vigorosas e fortes, mas muitas irão certamente crescer e ajudar Portugal a ficar menos cinzento.

Arruda dos Vinhos está no coração da região oeste e às portas de Lisboa e tem razões para ter confiança no futuro próximo, já que vamos assistir a um conjunto de investimentos importantes a curto prazo: um novo aeroporto – seja na Ota ou em Alcochete, uma plataforma logística de grandes dimensões no concelho de Vila Franca de Xira e investimentos turisticos de grande qualidade em vários concelhos do Oeste.

Estes investimentos vão exigir muita mão-de-obra na fase de construção e na fase de exploração e, por isso, vão ser uma grande oportunidade para muitos que estão desempregados ou que pretendem dar um novo rumo à sua vida profissional.

Perante este cenário, penso que muitos dos desempregados devem aproveitar este hiato de tempo para adquirirem novas competências profissionais, uma vez que muitos dos novos empregos vão exigir, como requisitos mínimos, conhecimentos em informática e Internet e domínio da língua inglesa . Na verdade, são cada vez menos os empregadores que não exigem essas competências.

Ficar no desemprego é muitas vezes um golpe duro na vida de qualquer pessoa. No entanto, não deve ser motivo de desânimo. Actualmente, as empresas lutam pela sobrevivência e por uma posição relevante no mercado global e, consequentemente, despedir alguns empregados é mais uma necessidade de gestão do que um sinal de despreocupação social. Os empregos para a toda a vida terminaram, inclusive na função pública.

Por isso, a situação de desemprego deve ser aproveitada de uma forma positiva e útil. Nunca é tarde para aprender novas matérias, que poderão ser muito úteis para encontrar um novo emprego ou melhorar a nossa condição profissional. O desemprego, mais do que um ponto final, deve ser visto como um virar de página na vida.

Procure cursos de formação nestas áreas de conhecimento no centro de emprego de Vila Franca de Xira; aproveite as vantagens e oportunidades que, muitas vezes, são oferecidas; procure manter-se activo e útil socialmente; ofereça os seus préstimos a instituições sociais ou de beneficência como voluntário.

No futuro, que é já hoje, todos teremos de estar preparados para ter vários empregos ao longo da vida, investir regularmente na nossa formação profissional e ser mais flexíveis. Está na mão de cada um esse mesmo futuro.

N01: "A escola que é um manifesto contra o eduquês"

Fica em Arruda dos Vinhos, concelho rural dos arredores de Lisboa. É a única escola desse concelho que tem terceiro ciclo do ensino básico e, por esse concelho ter sido o único onde a média a Matemática nos exames nacionais do 9º ano foi positiva, o PÚBLICO visitou a João Alberto Faria. A reportagem foi publicada segunda-feira, mas vale a pena voltar ao tema. Porque essa escola é um manifesto vivo contra o tipo de políticas que têm degradado a qualidade do ensino em Portugal.
Primeiro: naquela escola entende-se, e citamos, que “a massificação do ensino levou a um menor grau de exigência, mas a Matemática não se tornou mais fácil e mantém as dificuldades próprias da disciplina”- o que requer “esforço e trabalho”.
Segundo: naquela escola não se embarca em modas, prefere-se cultivar a exigência. Por isso “o grupo de Matemática é pouco atreito a algumas inovações pedagógicas”, por isso defende-se que “saber a tabuada é mais importante do que saber utilizar a calculadora”, por isso interditaram mesmo a sua utilização no 2º ciclo.
Terceiro: como sem bons professores não há boas escolas, na Alberto Faria todos os professores são entrevistados antes de serem contratados, explicando-se-lhes qual a filosofia da escola e avaliando se os candidatos estão à altura do que se lhes vai pedir.
Quarto: não há nenhuma relação inelutável entre os bons resultados de uma escola e o nível sócio-económico da região onde se insere. Arruda dos Vinhos está longe de ser um dos concelhos com mais poder de compra e na João Alberto Faria não se seleccionam os alunos, recebem-se todos, mais ricos ou mais pobres. Mais: recebem-se também alunos de concelhos vizinhos, porque, como explicou um aluno do 10º ano que quer ir para Medicina, nela “o nível de exigência dos professores pode ser compensado pelos resultados nos exames, que normalmente tendem a ser melhores”. Quem responde bem à exigência possui também o estímulo de figurar no Quadro de Honra da escola.
Quinto: uma direcção escolar focada em disciplinas como Matemática ou Português levou a que o tempo lectivo destinado ao Estudo Acompanhado fosse dedicado só a essas disciplinas. E quando acabam as aulas do 9.º ano os docentes estão disponíveis para dar aulas extra de preparação para os exames de Português e Matemática e ainda todas as que sentirem necessárias para o esclarecimento de dúvidas dos seus alunos.

Tudo o que atrás fica escrito permite que os bons resultados daquela escola se prolonguem no ensino secundário, tendo o ano passado ficado em 32º lugar nos rankings feitos a partir dos resultados a Matemática dos seus alunos no 12º ano. Uma boa posição, se nos lembrarmos que falamos de uma escola que não foi feita para alunos de elite.
Contudo, para o quadro ser completo, é necessário sublinhar outra: esta é uma escola privada. O seu nome completo é Externato João Alberto Faria. Mas os seus alunos não pagam para a frequentarem, pois, como é a única do concelho, tem um contrato de associação com o ministério. Estes contratos de associação são relativamente raros no país, havendo mesmo assim quem defenda que o Estado devia construir escolas públicas ao lado de estabelecimentos privados como este. Mesmo que tal saísse muito mais caro. E resultasse numa menor qualidade de ensino. Só que a Alberto Faria mostra como fazer o contrário pode resultar muito melhor.

Conclusões? Que se as escolas escolhessem os professores, se os alunos escolhessem as escolas, se o Estado se limitasse a dar orientações gerais, em vez de dirigir, e desse um cheque-ensino aos alunos menos abonados que quisessem ir para uma escola mais exigente, ou melhor, privada e paga, ganharia a qualidade de ensino e o ministro das Finanças agradeceria. Só os interesses instalados se revoltariam.

José Manuel Fernandes

Fonte: Jornal “Público”

C10: O ambiente e informática

No início da semana passada, o mundo assistiu a mais uma cerimónia dos Óscares, galardão norte-americano que premeia os filmes que estreiam ao longo do ano. O filme que recebeu o Óscar para melhor documentário, e que foi dos mais falados em 2006, foi Uma verdade inconveniente, do ex-vice-presidente norte-americano Al-Gore, onde se demonstrou, com base em estudos científicos, o que irá acontecer ao nosso planeta em termos ambientais.

Os avanços tecnológicos das últimas décadas têm contribuído de uma forma impressionante para a melhoria das condições de vida da grande maioria das pessoas.

Em contrapartida, o nosso planeta tem sofrido imensos danos ambientais, climáticos e ecológicos, porque o homem não tem sabido e não tem querido promover o equilíbrio entre o ambiente e os avanços naturais da sociedade. Pouco a pouco, o ambiente começa a mostrar o seu estado de espírito e só agora os líderes mundiais começam a dar passos tímidos no sentido de inverter muitos dos erros já cometidos.

Independentemente das decisões politicas de maior dimensão e relevância, podemos todos contribuir, diariamente, para vivermos num planeta melhor.

Uns dos principais causadores da poluição são os equipamentos eléctricos e electrónicos devido à utilização intensiva de compostos químicos extremamente poluentes em todos os processos de fabrico e por não serem produtos biodegradáveis ou de fácil reciclagem. Hoje a situação é muito diferente da que se vivia há anos atrás, mas continuam a existir problemas, especialmente na reciclagem e reutilização dos equipamentos ou materiais usados.

E nesse aspecto todos podemos ajudar um pouco mais!

Em primeiro lugar, é possível entregar todo o tipo de equipamentos eléctricos e electrónicos velhos em locais próprios para serem enviados para a reciclagem. Quem vive em Arruda dos Vinhos, por exemplo, pode ligar para a Câmara Municipal e solicitar a recolha desses equipamentos em casa ou então colocar nos contentores próprios junto ao pavilhão Multiusos. Nunca os deite nos contentores de lixo!

Os tinteiros e tonners das impressoras devem ser entregues nas lojas ou casas de informática. Sempre que possível, utilize tinteiros e tonners reciclados. Em Arruda já é possível comprar esse tipo de consumiveis com qualidade e assistência garantida, caso provoquem algum problema à impressora.

Deite sempre as pilhas usadas no pilhão. Para quem não saiba, as pilhas são dos materiais mais poluentes. Uma simples pilha é capaz de poluir milhares de litros de água.

Sempre que imprimir documentos ou textos não oficiais ou relevantes utilize o frente e o verso das folhas. Se experimentar imprimir as folhas na frente e no verso vai ficar surpreendido com a quantidade de papel que poupa. Nunca se esqueça de colocar as folhas usadas no papelão.

Desligue todos os equipamentos eléctricos e electrónicos quando não estiverem a ser usados. Uma luzinha vermelha acessa é sinal que o equipamento não está desligado. Calcula-se que gastamos mais 20% de energia eléctrica por não desligarmos devidamente todos os equipamentos.

Compre lâmpadas de baixo consumo. As lâmpadas são mais caras do que as normais, mas a médio prazo compensa largamente.

Estes são alguns exemplos práticos sobre o que podemos fazer para não poluir tanto o meio ambiente e para poupar na utilização da energia electrica.

O tema da poluição e das energias alternativas deve preocupar-nos a todos, já que da sua resolução e evolução depende o futuro de todos os nós e do meio ambiente que nos rodeia. Sempre que possível recicle, reutilize e reduza a utilização de consumiveis informáticos ou de outra natureza e diminua os seus gastos energéticos.

C02: Programas e Sites de conversação – Precauções a ter

Bom dia a todos,

Em primeiro lugar, quero desejar a todos os ouvintes um excelente 2007 e que a passagem de ano tenham servido para carregar baterias para o novo ano que agora começa.

Neste fim-de-semana quase toda a gente recorreu a alguns dos serviços de comunicação mais modernos para mandar mensagens e felicitações pela chegada de mais um ano.

A verdade é que a comunicação entre as pessoas tem-se alterado em muito graças aos avanços tecnológicos, em especial com o aparecimento e massificação dos telemóveis, do correio electrónico e dos programas e serviços de conversação pela Internet.

A qualquer hora e em qualquer local, as pessoas podem ser contactadas, desde que tenham um telemóvel ou computador com acesso à Internet. O poder da ubiquidade passou a ser uma constante da vida.

Na Internet existem vários programas ou sites onde qualquer um pode conversar em tempo real com o mais variado tipo de pessoas ou dar-se a conhecer a todos os utilizadores desse programa ou site.

A massificação deste género de programas deu-se com os famosos chats, programas com salas de conversação por temas ou interesses e onde todos podiam falar com todos, de uma forma anónima, utilizando alcunhas / nicknames.

Depois, surgiram programas de troca de mensagens. Nesses programas somos nós que definimos quem está na nossa lista de contactos e, em qualquer momento, sabemos quem está ou não ligado ao programa. A evolução desses programas permite que hoje, para além das funções clássicas, também seja possível trocar ficheiros, conversar com voz e ver imagens dos nossos contactos em tempo real através de uma câmara. O primeiro programa mais popular foi o ICQ e hoje é o Messenger.

A nova geração de serviços de comunicação massiva vai um pouco mais longe.

Estes serviços ou sites permitem registar um vasto conjunto de dados pessoais, fotos, adicionar os nossos amigos e saber quais são os amigos que esses amigos têm. É ainda possível pesquisar o perfil de todas as pessoas que estão registadas no site, sejam elas de Portugal, do Brasil ou de Inglaterra. Só é preciso que elas aceitem o nosso pedido de registo. O programa mais popular neste género é o Hi5.

Quem já utilizou estes programas ou serviços sabe que são formas muito baratas e úteis de comunicar, seja por necessidades em termos profissionais, pessoais ou até académicas.

Ao contrário dos jovens, que conhecem estes programas e usam-nos, a maioria dos pais certamente desconhece a existência destes programas ou serviços. A crónica de hoje centra-se nesse problema, que nos parece ser importante, e que, a título de exemplo, já levou a Associação de Pais do Externato João Alberto Faria (Arruda dos Vinhos) a realizar um debate sobre o tema, com a presença de inúmeros pais.

A quase totalidade de programas e serviços são excelentes veículos de comunicação e a sua utilização permite-nos conhecer pessoas muito interessantes, de culturas e línguas diferentes, de qualquer canto do mundo. Os jovens conhecem estas vantagens, mas por vezes desconhecem que importa ter alguns cuidados para evitar certo tipo de problemas.

Nestes programas é muito fácil iludir quem somos na realidade. Quem está do outro lado não nos vê e por isso podemos dizer que somos uma mulher sendo homem, que temos 15 anos tendo 50, que temos olhos azuis e cabelo louro, quando temos tudo menos isso.

Por outro lado, expor demasiados dados privados em sites públicos pode trazer grandes transtornos.

Se usarmos fotos pessoais, qualquer pessoa pode copiar essas fotos e fazer delas o que bem entender;

Nos últimos anos já foi possível ler, ouvir e ver algumas chamadas de atenção importantes sobre a utilização destes programas por parte dos jovens.

Em situações mais extremas, alguns saíram de casa para se encontrarem com pessoas que conheceram através da Internet e depois tiveram problemas em regressar a casa, quando se aperceberam que tinham errado ou que a realidade da Internet era totalmente virtual.

Este conjunto de informações pretendem alertar e despertar muitos pais para uma nova realidade, que é incontornável. Os filhos usam esses programas, seja na escola, nas bibliotecas, espaços públicos ou em casa.

Por isso, importa ter uma maior informação sobre esses programas e tentar saber junto dos filhos se os usam.

Sem grandes dramas ou pressões, peçam aos vossos filhos para mostrar esses programa ou sites onde têm registado os seus perfis, tentem saber que tipo de dados pessoais disponibilizam, com quem falam e de onde conheceram as pessoas com quem falam.

Muitas vezes, os jovens não percebem o mal que pode advir do facto de se exporem em demasia e, por isso, o acompanhamento dos pais é importante. É importante fazê-los pensar que nem todos os comportamentos são correctos, já que podem ter problemas desnecessários, seja porque divulgaram contactos pessoais a uma pessoa que julgavam conhecer bem ou porque deixaram imagens ou vídeos num site.

Quando usadas correctamente, estas ferramentas são, como já se disse, excelentes veículos de comunicação. Se as experimentar vai ver que vai gostar e tal como os seus filhos também passará a ser um fã das mesmas. Os amigos e a família ficam mais perto, mesmo que estejam do outro lado do mundo.

E por hoje terminamos a nossa rubrica.

Resta-me agradecer a atenção de todos e renovar os votos de um excelente ano de 2007.