C22: As escolhas dos estudantes

Na rubrica de hoje vamos falar sobre os jovens estudantes e sobre a área de estudos que devem escolher quando chegam ao 10º ano e que curso superior devem seguir quando terminam o 12º ano.

Nem sempre é fácil escolher. Ou porque temos uma disciplina que não gostamos e queremos fugir dela, ou porque os nossos gostos são variados e escolher apenas um é complicado. De qualquer forma, todos sabemos que a escolha é importante, uma vez que vai condicionar em larga medida as nossas opções profissionais no futuro.

Na passagem para o 10º ano, como é tradição, muitos estudantes têm como primeiro objectivo fugir da Matemática e, por isso, optam por um curso que não tenha essa disciplina e que seja, aparentemente, menos exigente e mais simples.

Ontem como hoje, a Matemática continua a ser para muitos alunos assustadora.
As consequências desse medo são conhecidas: Portugal tem um excesso de licenciados em todos os cursos que não tenham como base a matemática e são muitos desses licenciados que figuram nas listas do desemprego qualificado.

Estudar Matemática exige trabalho, disciplina e persistência, para além de professores empenhados e uma escola atenta às dificuldades dos alunos. Esta foi a receita que permitiu, por exemplo, ao Externato João Alberto Faria ter bons resultados nos exames nacionais de Matemática do 9º ano do ano passado.

Nesse sentido, os jovens de Arruda dos Vinhos podem ter mais confiança em escolher cursos que tenham como base a Matemática no Ensino Secundário, uma vez que dentro da Externato encontrarão respostas e apoios para as eventuais dificuldades que venham a sentir.

Chegados ao 12º ano e com os exames nacionais feitos começa uma outra etapa na vida escolar. Escolher o curso superior a seguir.

Não é preciso ter uma bola de cristal para prever que no futuro os jovens que optarem por cursos que tenham uma forte componente tecnológica ou científica, irão estar melhor preparados para um mercado de trabalho mais vasto, seja em Portugal ou no estrangeiro.

Procurar os cursos mais fáceis pode trazer grandes dissabores no futuro, quando as oportunidades de emprego não forem as mais aliciantes ou pura e simplesmente não existirem em quantidade e qualidade.

Este fim-de-semana o jornal Expresso dedicou duas páginas à iniciativa de empresas tecnológicas que pretendem instalar-se em Portugal nos próximos meses, percebendo-se que uma das condicionantes para essa instalação tem a ver com a falta de recursos humanos nessas áreas. Esse artigo veio dar pistas a quem está indeciso. Em primeiro lugar, diz-nos que vale a pena apostar em cursos tecnológicos e, em segundo lugar, que é importante dominar pelo menos uma lingua estrangeira, uma vez que essas empresas são multinacionais e o contacto com os diferentes escritórios das empresas irá ser uma constante.

A verdade é que na tempestade tecnológica e social em que vivemos existem três trunfos que temos de garantir: a informação, a formação e a flexibilidade.

Como sugestão final, aconselhamos uma visita à feira PorTI2007 que decorrer até amanhã na FIL, no Parque das Nações em Lisboa, das 14h às 22h. Esta feira é uma mostra do melhor que se faz em Portugal no campo das novas tecnologias de informação e comunicação e é realizada no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.