C27: Aplicações Office gratuitas

Desde há muitos anos que a Microsoft tem dominado o mercado das chamadas aplicações “Office” com o processador de texto – Word, folha de cálculo – Excel, o criador de apresentações – Power-Point e uma aplicação de criação de base de dados chamada – Access. Por falta de alternativas e custos associados, uma grande parte das pessoas, e até empresas, acabava por instalar de forma ilegal o pacote “Office” da Microsoft, embora o patrão da Microsoft tenha afirmado, a dado momento, que não se importava que as pessoas instalassem em casa cópias do Microsoft Office porque isso iria fazer com quem quisessem utilizar o mesmo nas empresas onde trabalhavam.

Em 1999, uma empresa concorrente da Microsoft – Sun comprou a uma empresa alemã o programa StarOffice e nesse mesmo ano o StarOffice foi disponibilizado de graça. Este programa continha aplicações semelhantes às do pacote da Microsoft, e foi rebaptizado com o nome OpenOffice. Os principais objectivos da Sun eram fornecer uma alternativa de baixo custo, de alta qualidade e em código aberto, por forma a que um maior número de programadores informáticos pudessem dar o seu contributo a este projecto.

Algumas das grandes vantagens dos programas Office da Microsoft são a sua disponibilidade nas principais línguas, têm corrector ortográfico integrado e são utilizadas por milhões de pessoas, o que torna os formatos dos documentos comuns e, desse forma, facilmente trocáveis entre os utilizadores.

As primeiras versões do programa OpenOffice não cumpriam, de forma cabal, os objectivos inicialmente traçados, tornando-se difícil, dessa forma, usar o programa, já que a sua compatibilidade com os programa da Microsoft nem sempre era possível e daí tornava-se difícil trocar os documentos criados com a maioria dos utilizadores.

Ao disponibilizar o código do OpenOffice a toda a comunidade, a Sun possibilitou que um maior número de programadores ajudasse a construir um programa mais robusto, para um maior número de línguas e mais compatível com o pacote Office da Microsoft.

Tal facto, permitiu, em 2005, lançar a versão 2.0 do OpenOffice, versão que responde aos requisitos da grande maioria dos utilizadores tradicionais do Microsoft Office. Essa versão também existe em Português, com corrector ortográfico incorporado, e podemos gravar os documentos nos formatos utilizados nos programas da Microsoft (embora nem sempre os documentos convertidos fiquem a 100% no novo formato), os comandos e menus são muito idênticos aos que já existem noutros programas, usa os principais standards existente para a criação de documentos e é certo que no futuro o programa continuará a ser gratuito.

Outra funcionalidade interessante do programa é que existe uma versão que podemos instalar numa pen drive e dessa forma usar o programa mesmo em computadores que não tenham o programa instalado.

O OpenOffice é um programa que responde as necessidades da grande maioria dos utilizadores e dessa forma deve ser instalado e usado por quem não quer comprar o programa da Microsoft. Já não existe desculpa para continuar a utilizar uma versão ilegal dos programas da Microsoft, seja em casa ou no trabalho.

Quem quiser mais informações poderá aceder ao site do projecto OpenOffice no endereço http://www.openoffice.org.

Endereços:
Geral: http://www.openoffice.org
PT: http://ooo.paradigma.pt/